sexta-feira, 4 de março de 2011

Distância


A distância assim assiste
Ao amargurar de sentimentos
De ver quem se gosta
Para longe caminhar

A distância assim assiste
Ao enredo de paz e horror
Que dentro das nossas veias
Fazem-nos sofrer

A distância assiste
A distância existe
A distância é por agora
Sei que não persiste

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Luar


Nada a dizer
Já foi o tempo de esbraçejar,
Agora tenho-te a ti
E é tempo de sonhar

Com sonhos vivos
E às cores,
Cobertos de mel
e sem rancores

De desejos encantados
Escritos numa escondida
Enrolada com o vento
Para ser vivida.

Não procuro,
Já aqui estás
Dá-me a tua mão,
Levo-te ao luar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Repara


Repara que trago as mãos abertas
vazias de um nada que quero que sopres para longe
formadas em conchinha para receber de ti
tudo o que sonhei, tudo o que senti

Repara que trago os olhos abertos, enlameados,
e estampados neles tudo aquilo que li
uma tela singela, jardins secretos, segredos,
onde gravo as imagens do mundo em si, de ti

Repara que tenho na boca o silêncio
que aninha a palavra sentida e trocada
ensaio da história que baila em mistério
parecendo num todo um conto de fada

Repara que a alma vem limpa e audaz
que o peito me grita, avança veloz, com medo,
mas cheia de cores que te quero oferecer
e na tua fundir-se como um amanhecer, infinito

Repara que a vida nos dá em surpresa
os momentos mais raros a serem sentidos
saibamos ver-lhe a indelével beleza
e jamais poderemos jurar-nos perdidos...

Repara... em mim, em ti, em nós...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mensagem (para ir voltar)


Não nasceste
Nem morreste
Transformaste-te
Para mim

Penso em ti
Ao deitar e levantar
Penso em ti, que me falas
A sonhar

Ajudaste-me
Iluminaste-me
Já não vou partir
Já tenho um motivo para ficar

Conseguiste
Tudo de pernas para o ar
Sublimes e ternos
Toques a cruzar

Sinto ainda
Aquelas palavras
Aqueles olhares de ti
Bateram no fundo sem fim

Sinto-me pobre
Quero voltar
Nem que seja um segundo
Aquele pequeno lugar



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vi... senti...


Não te escolhi
Apenas vi
Naquela noite fria
Junto à Doca

Olá, Falamos
Café bebemos
Palavras cruzamos
Sorrisos no ar

Não te senti
Apenas vi
Queria mais
Voltei-te a ver

Saímos
Fomos ao Alto Bairro
Musica ambiente
Conversa quente

Senti-te
Vi de novo
Noite quente
Não te quero esquecer

Senti
Não te vi
Não vou esquecer
Quero apreciar o momento

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

im not afraid of
that spooky town,
so i let you take
my heart, my soul

ive let myself
come close enough
so you could
shake my bone

you left me
stranded all
in love
on my own...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Aprender a ser feliz


Talves tenha dito
Aquelas ultimas palavras
Mesmo que nao queiras ouvir
Aprendi a ser feliz


A melhor coisa é que
Já nao há problemas
Nunca deixei de tentar
De lutar


De novo, mudei de ideias
Encontrei um novo mundo
Mundo onde não existes
Onde consigo ser feliz

Perco-me na multidão
Contudo ja não
Esmagado, nao falhado
Porque hoje foi a noite


Vivo feliz alegre vivaz
Sem te ver tocar sentir ouvir
Sem te desejar pretender alcançar
Descançado so eu e o mudo


Felizmente, a aprender a ser feliz