Sábado, 21 de Maio de 2011

É saudade...


Entre a chuva molhada ficam os desejos,
longe de saudades daquilo que
queria-mos que tivesse mesmo acontecido.

Não são palavras fáceis de explicar,
ou sentimentos fáceis de escrever,
pois a existência ou falta deles
não me deixam ficar indiferente.

Memórias do que aconteceu,
num breve glimpse Irlandês,
não se resumem em pouco,
mas não marcam igualmente em muito...

A pergunta fica no ar, "será que acabou?",
(in)felizmente mal senti passar,
pelo que fiz ou que acabei por não fazer,
só senti a distância, por não ter o teu olhar.

País de Outono e Primavera
permanente 9 meses ao ano,
fica na memória como escuro mas festeiro,
onde a alegria dum raiar de sol, transforma uma tempestade num poleiro.

Pessoas a aproveitar
cada milímetro do que pode apanhar.
O sol é envergonhado, tímido,
e invariavelmente frio, de notar a vontade do arrasador sol português,
é de notar que este é muito mais apreciado...

Quero volta a ti, a todos,
para junto da minha Terra Natal,
junto do que sinto falta,
junto do que me faz invariavelmente bem...

Porque no fundo,
e o linguisticamente inexplicável,
o que sinto...
é Saudade...

Sexta-feira, 4 de Março de 2011

Distância


A distância assim assiste
Ao amargurar de sentimentos
De ver quem se gosta
Para longe caminhar

A distância assim assiste
Ao enredo de paz e horror
Que dentro das nossas veias
Fazem-nos sofrer

A distância assiste
A distância existe
A distância é por agora
Sei que não persiste

Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

Luar


Nada a dizer
Já foi o tempo de esbraçejar,
Agora tenho-te a ti
E é tempo de sonhar

Com sonhos vivos
E às cores,
Cobertos de mel
e sem rancores

De desejos encantados
Escritos numa escondida
Enrolada com o vento
Para ser vivida.

Não procuro,
Já aqui estás
Dá-me a tua mão,
Levo-te ao luar

Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Repara


Repara que trago as mãos abertas
vazias de um nada que quero que sopres para longe
formadas em conchinha para receber de ti
tudo o que sonhei, tudo o que senti

Repara que trago os olhos abertos, enlameados,
e estampados neles tudo aquilo que li
uma tela singela, jardins secretos, segredos,
onde gravo as imagens do mundo em si, de ti

Repara que tenho na boca o silêncio
que aninha a palavra sentida e trocada
ensaio da história que baila em mistério
parecendo num todo um conto de fada

Repara que a alma vem limpa e audaz
que o peito me grita, avança veloz, com medo,
mas cheia de cores que te quero oferecer
e na tua fundir-se como um amanhecer, infinito

Repara que a vida nos dá em surpresa
os momentos mais raros a serem sentidos
saibamos ver-lhe a indelével beleza
e jamais poderemos jurar-nos perdidos...

Repara... em mim, em ti, em nós...

Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Mensagem (para ir voltar)


Não nasceste
Nem morreste
Transformaste-te
Para mim

Penso em ti
Ao deitar e levantar
Penso em ti, que me falas
A sonhar

Ajudaste-me
Iluminaste-me
Já não vou partir
Já tenho um motivo para ficar

Conseguiste
Tudo de pernas para o ar
Sublimes e ternos
Toques a cruzar

Sinto ainda
Aquelas palavras
Aqueles olhares de ti
Bateram no fundo sem fim

Sinto-me pobre
Quero voltar
Nem que seja um segundo
Aquele pequeno lugar



Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Vi... senti...


Não te escolhi
Apenas vi
Naquela noite fria
Junto à Doca

Olá, Falamos
Café bebemos
Palavras cruzamos
Sorrisos no ar

Não te senti
Apenas vi
Queria mais
Voltei-te a ver

Saímos
Fomos ao Alto Bairro
Musica ambiente
Conversa quente

Senti-te
Vi de novo
Noite quente
Não te quero esquecer

Senti
Não te vi
Não vou esquecer
Quero apreciar o momento

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

im not afraid of
that spooky town,
so i let you take
my heart, my soul

ive let myself
come close enough
so you could
shake my bone

you left me
stranded all
in love
on my own...